Será este um dos candidatos a filme cool da década?
A impressão que fica, ao terminar de ver este filme, é a de que tudo se encaixa. Um clássico cult instantâneo. Difícil descrever, mas até as cenas violentas, que não são poucas, são muito mais do que mera brutalidade. Baseado em um livro de James Sallis, tinha tudo para ser um novo blockbuster de ação como Velozes e Furiosos, mas se tornou algo muito além. O filme é cool demais, como diriam na "América"! Violento e cheio de estilo, Tarantino assinaria embaixo. E a trilha sonora? Perfeita...
O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn, pouco conhecido pelo público em geral, tem na violência parte fundamental de seus filmes anteriores, como a trilogia Pusher e o estranho Bronson. Só que com Drive, dá um passo largo para frente e coloca seu nome no cinema com a força que merece. Até porque entrou de vez no mercado americano.
Resumindo em poucas palavras, a base da história pode até parecer um filme de ação comum, o mocinho mexe com os vilões errados para depois salvar uma garota, mas só parece. É apenas a base mesmo e o filme em si tem uma linguagem muito mais atraente e com bem mais conteúdo. Isso é garantido...
E falando em conteúdo, para quem ainda não viu o filme, Ryan Gosling, que interpreta o Driver (motorista), trabalha em uma oficina de carros durante o dia e tem um trabalho paralelo como dublê em filmes, principalmente em cenas perigosas envolvendo carros. Só que ainda faz algo extra, mostrado logo no início. Ele é contratado para participar de roubos, mas apenas como motorista de fuga. O perigo real aparece quando se sente atraído por sua vizinha, Irene (interpretada por Carey Mulligan, que também está em Shame). Ela é casada com um presidiário prestes a sair da prisão.
A impressão que fica, ao terminar de ver este filme, é a de que tudo se encaixa. Um clássico cult instantâneo. Difícil descrever, mas até as cenas violentas, que não são poucas, são muito mais do que mera brutalidade. Baseado em um livro de James Sallis, tinha tudo para ser um novo blockbuster de ação como Velozes e Furiosos, mas se tornou algo muito além. O filme é cool demais, como diriam na "América"! Violento e cheio de estilo, Tarantino assinaria embaixo. E a trilha sonora? Perfeita...
O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn, pouco conhecido pelo público em geral, tem na violência parte fundamental de seus filmes anteriores, como a trilogia Pusher e o estranho Bronson. Só que com Drive, dá um passo largo para frente e coloca seu nome no cinema com a força que merece. Até porque entrou de vez no mercado americano.
Resumindo em poucas palavras, a base da história pode até parecer um filme de ação comum, o mocinho mexe com os vilões errados para depois salvar uma garota, mas só parece. É apenas a base mesmo e o filme em si tem uma linguagem muito mais atraente e com bem mais conteúdo. Isso é garantido...
E falando em conteúdo, para quem ainda não viu o filme, Ryan Gosling, que interpreta o Driver (motorista), trabalha em uma oficina de carros durante o dia e tem um trabalho paralelo como dublê em filmes, principalmente em cenas perigosas envolvendo carros. Só que ainda faz algo extra, mostrado logo no início. Ele é contratado para participar de roubos, mas apenas como motorista de fuga. O perigo real aparece quando se sente atraído por sua vizinha, Irene (interpretada por Carey Mulligan, que também está em Shame). Ela é casada com um presidiário prestes a sair da prisão.
Com aquele típico clima elegante de filme noir dos anos 40 e 50 e uma história de ação urbana ao estilo spaghetti-western anos 60 de Sergio Leone, Drive nos remete ainda aos anos 80 usando uma trilha sonora do tipo eletropop, uma das marcas desta época, com muito sintetizador e baterias eletrônicas. A melodia principal "A Real Hero", em tom de balada dramática, faz uma conexão mais que perfeita com o personagem principal.
E como Ryan Gosling escolhe bem seus filmes e personagens! Desde seus primeiros, Tolerância Zero por exemplo, vem marcando sua trajetória no cinema como um dos atores de ponta, tanto em Hollywood quanto em filmes alternativos. Neste papel em Drive, faz o melhor estilo Clint Eastwood de Sergio Leone... O herói misterioso sem nome, sem passado, solitário, frio e introspectivo que demonstra suas emoções apenas através de olhares e poucos sorrisos.
Diálogo para ficar na memória:
Irene para Driver: "O que você da faz da vida?"
Driver: "Eu dirijo"
Ainda em exibição em alguns cinemas é um programa imperdível para quem quiser acompanhar o filme cool do momento. Recomendo e muito!
http://www.imdb.com/title/tt0780504







