Cinema espanhol traz mais um bom suspense/terror.
Recentemente escrevi aqui sobre um bom suspense psicológico espanhol chamado El Habitante Incierto, dirigido pelo diretor Guillem Morales. Curiosamente, após alguns dias, descobri este que é o mais recente filme realizado por este mesmo diretor. Desta vez, seu filme tem por trás a produção de Guillermo Del Toro (Labirinto del Fauno) que, ao mesmo tempo que dá maior credibilidade, também aumenta a expectativa, porém, a boa notícia é que o resultado final não decepciona. E é bom saber que ainda temos opções interessantes para estes gêneros hoje em dia.
Antes de mais nada, a história do filme tem como base duas irmãs gêmeas, Julia e Sara, que possuem uma doença degenerativa que pode levar a cegueira total. Com essa base, vamos a primeira cena do filme, o suicídio de Sara. Por estar cega há um ano, a razão apontada para sua morte é a sua dificuldade em lidar com a deficiência. Acontece que, como as irmãs não se falavam há seis meses, Julia se sente em parte culpada por não ter dado a devida atenção para sua irmã e decide entender um pouco mais sobre o dia a dia de Sara nos últimos meses. Conhece alguns de seus vizinhos esquisitos, visita o centro de cegos que Sara frequentava e descobre um possível relacionamento dela com um homem que, estranhamente, ninguém consegue descrevê-lo. Ao mesmo tempo que começa a desconfiar que algo está errado, Julia também vivencia alguns acontecimentos estranhos.
Como disse antes, atualmente não é fácil encontrar um filme com uma trama de suspense e terror que te envolva e surpreenda, além do essencial para um filme deste tipo... trazer sustos criativos e convincentes! E nesses quesitos, o filme atende bem as expectativas. Mesmo que ao longo do filme você não veja grandes inovações, o interessante é que, diferentemente de seu filme anterior, El Habitante Incierto, quando o mesmo diretor preferiu confundir o espectador e não trazer respostas fáceis, em Los Ojos de Julia ele faz o contrário e facilita nosso trabalho para desvendar a trama. Isso mostra que o foco do filme é outro. Mesmo que previsível em algumas partes, o diretor mostra sua criatividade quando foca na perspectiva de Julia, tornando a filmagem mais escura e menos visível no desenrolar da trama... melhor parar por aqui para não estragar algumas surpresas.
Recomendado aos que gostam da mistura dos dois gêneros e não encontram com facilidade boas realizações atualmente.
http://www.imdb.com/title/tt1512685
Esse é um blog, escrito por um cinéfilo, que sempre teve vontade de criar um espaço para comentar filmes, mas, tinha preguiça de começar. Pois bem, aí está!
Na maior parte, vou tentar comentar e indicar filmes que estejam um pouco fora do circuito comum, pra trazer algumas novas e diferentes opções. E como gosto de filmes antigos também, alguns vão aparecer.
Lógico que nem sempre as opiniões valerão para todos... cada um realmente tem gosto e interesse diferentes!
Vossos comentários e opiniões serão bem vindos!
Um forte abraço e um aperto de mão leve...
Lógico que nem sempre as opiniões valerão para todos... cada um realmente tem gosto e interesse diferentes!
Vossos comentários e opiniões serão bem vindos!
Um forte abraço e um aperto de mão leve...
terça-feira, 17 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
LAST NIGHT - 2010
Drama e romance que surpreende e vale a pena!
Primeiro drama/romance que escrevo por aqui e não escrevo à toa. Esse gênero está longe de ser um dos meus favoritos, mas, este foi um filme que me surpreendeu positivamente... importante não confundir com comédia romântica. Alguns exemplos como Closer e Foi Apenas um Sonho, me chamaram a atenção nos últimos anos por serem dramas muito interessantes sobre relacionamentos de casais. Esses filmes, como também este Last Night, mostram diferentes perspectivas de muitos destes relacionamentos.
A história se passa em Nova York, porém, o casal protagonista, Joanna e Michael, é inglês... os sotaques são inconfundíveis. Casados há alguns anos, é possível perceber que se gostam e possuem um relacionamento aparentemente sólido.
O filme começa quando o casal participa de uma festa onde Joanna conhece uma nova parceira de trabalho de Michael. Como ele não havia comentado sobre esta nova colega e, ainda por cima, viajará com ela para uma reunião comercial no outro dia, o ciúmes é inevitável e discutem até o dia seguinte, quando ele fará essa viagem. A partir daí, a história se divide em duas partes. Se por um lado, o filme mostra como será a relação de Michael com sua nova colega de trabalho durante a viagem, por outro lado, neste mesmo dia, Joanna reencontra um ex-namorado que nunca esqueceu.
O apelo do filme é dramático, como em Closer, e te deixa na dúvida se eles realmente serão capazes de fazer o que realmente querem fazer. Além disso, o desenvolvimento do filme pode até parecer lento, mas, parece proposital para que a expectativa de quem assiste aumente gradativamente até a ótima cena final.
No geral, para mim, o filme traz um olhar honesto em relação aos relacionamentos amorosos... claro que não se pode generalizar, mas, me parece uma história bem consistente e sem frescura. Faz parte de um gênero que não procuro muito, mas, o resultado final é o que realmente interessa, ou seja, o filme vale a procura e é uma boa opção.
http://www.imdb.com/title/tt1294688
Primeiro drama/romance que escrevo por aqui e não escrevo à toa. Esse gênero está longe de ser um dos meus favoritos, mas, este foi um filme que me surpreendeu positivamente... importante não confundir com comédia romântica. Alguns exemplos como Closer e Foi Apenas um Sonho, me chamaram a atenção nos últimos anos por serem dramas muito interessantes sobre relacionamentos de casais. Esses filmes, como também este Last Night, mostram diferentes perspectivas de muitos destes relacionamentos.
A história se passa em Nova York, porém, o casal protagonista, Joanna e Michael, é inglês... os sotaques são inconfundíveis. Casados há alguns anos, é possível perceber que se gostam e possuem um relacionamento aparentemente sólido.
O filme começa quando o casal participa de uma festa onde Joanna conhece uma nova parceira de trabalho de Michael. Como ele não havia comentado sobre esta nova colega e, ainda por cima, viajará com ela para uma reunião comercial no outro dia, o ciúmes é inevitável e discutem até o dia seguinte, quando ele fará essa viagem. A partir daí, a história se divide em duas partes. Se por um lado, o filme mostra como será a relação de Michael com sua nova colega de trabalho durante a viagem, por outro lado, neste mesmo dia, Joanna reencontra um ex-namorado que nunca esqueceu.
O apelo do filme é dramático, como em Closer, e te deixa na dúvida se eles realmente serão capazes de fazer o que realmente querem fazer. Além disso, o desenvolvimento do filme pode até parecer lento, mas, parece proposital para que a expectativa de quem assiste aumente gradativamente até a ótima cena final.
No geral, para mim, o filme traz um olhar honesto em relação aos relacionamentos amorosos... claro que não se pode generalizar, mas, me parece uma história bem consistente e sem frescura. Faz parte de um gênero que não procuro muito, mas, o resultado final é o que realmente interessa, ou seja, o filme vale a procura e é uma boa opção.
http://www.imdb.com/title/tt1294688
quarta-feira, 27 de abril de 2011
BOOGIE NIGHTS - 1997
Ambientado nos anos 70, é um clássico dos anos 90!
Revi este clássico moderno do cinema neste último final de semana. É um dos primeiros filmes do Paul Thomas Anderson, aclamado pelo seu cinema considerado diferente, alternativo, cult, entre outras tentativas de definição. Fez pérolas, além deste Boogie Nights que deslanchou sua carreira, como Magnólia e Embriagado de Amor. Uma filmografia que niguém poderia contestar. Já agradou a turma dos alternativos e, porque não, a dos mais comerciais também. Das décadas recentes, certamente está no topo com os melhores diretores. E rever um filme como esse, também vale muito para perceber detalhes que o engrandecem ainda mais.
Em um clima perfeito de total nostalgia no final dos anos setenta, acompanhamos uma história que pode muito bem simbolizar o cinema pornográfico da época... pelo menos, a meu ver, me parece muito real que os bastidores deste gênero tenham sido assim como é contado para nós no filme.
Na história acompanhamos inicialmente Jack Horner, um diretor de cinema pornô que, sempre a procura de protagonistas que encantem o público, descobre um novo talento, um garoto quase adolescente, interpretado por Mark Wahlberg, que será chamado mais pra frente de Dirk Diggler, seu nome "artístico". Ao mesmo tempo que a história nos conta o início promissor do rapaz e o caminho em que chega ao estrelato na indústria pornográfica, acompanhamos também algumas histórias paralelas dos envolvidos na produção destes filmes... o próprio diretor, sua esposa que também é atriz, o responsável pela iluminação, pelo som, entre outros. Não há grande profundidade em alguns destes personagens, mas, são personagens fortes e essenciais que ajudam a montar o ambiente sobre este mundo com situações ora trágicas, ora cômicas. Prepare-se também para algumas cenas que podem surpreender!
O diretor de Boogie Nights, que hoje já tem uma carreira consolidada, mostra o talento que também o marcou em seus filmes posteriores. É possível notar algumas de suas características, principalmente quando assistimos o filme pela segunda vez e podemos perceber alguns outros detalhes interessantes. Percebe-se também que o elenco atua com liberdade pelas longas cenas sem cortes, que até me fazem lembrar do estilo de filmagem de Alfred Hitchcock no clássico Festim Diabólico. E talvez, o que chame mais a atenção, seja a brilhante ambientação do filme que recria o glamour e a superficialidade da indústria pornô.
É um filme marcante e, talvez, o melhor trabalho do diretor, na minha opinião... apesar de não ter tanta certeza por também gostar de seus outros filmes que citei anteriormente. Quem ainda não viu e se interessar, não vai se arrepender!
http://www.imdb.com/title/tt0118749
Em um clima perfeito de total nostalgia no final dos anos setenta, acompanhamos uma história que pode muito bem simbolizar o cinema pornográfico da época... pelo menos, a meu ver, me parece muito real que os bastidores deste gênero tenham sido assim como é contado para nós no filme.
Na história acompanhamos inicialmente Jack Horner, um diretor de cinema pornô que, sempre a procura de protagonistas que encantem o público, descobre um novo talento, um garoto quase adolescente, interpretado por Mark Wahlberg, que será chamado mais pra frente de Dirk Diggler, seu nome "artístico". Ao mesmo tempo que a história nos conta o início promissor do rapaz e o caminho em que chega ao estrelato na indústria pornográfica, acompanhamos também algumas histórias paralelas dos envolvidos na produção destes filmes... o próprio diretor, sua esposa que também é atriz, o responsável pela iluminação, pelo som, entre outros. Não há grande profundidade em alguns destes personagens, mas, são personagens fortes e essenciais que ajudam a montar o ambiente sobre este mundo com situações ora trágicas, ora cômicas. Prepare-se também para algumas cenas que podem surpreender!
O diretor de Boogie Nights, que hoje já tem uma carreira consolidada, mostra o talento que também o marcou em seus filmes posteriores. É possível notar algumas de suas características, principalmente quando assistimos o filme pela segunda vez e podemos perceber alguns outros detalhes interessantes. Percebe-se também que o elenco atua com liberdade pelas longas cenas sem cortes, que até me fazem lembrar do estilo de filmagem de Alfred Hitchcock no clássico Festim Diabólico. E talvez, o que chame mais a atenção, seja a brilhante ambientação do filme que recria o glamour e a superficialidade da indústria pornô.
É um filme marcante e, talvez, o melhor trabalho do diretor, na minha opinião... apesar de não ter tanta certeza por também gostar de seus outros filmes que citei anteriormente. Quem ainda não viu e se interessar, não vai se arrepender!
http://www.imdb.com/title/tt0118749
quinta-feira, 14 de abril de 2011
EL HABITANTE INCIERTO - 2004
Suspense espanhol confunde e agrada!
Interessante filme espanhol de suspense psicológico que, além de trazer alguns sustos, tem um mistério curioso a ser desvendado. Também conhecido lá fora como The Uncertain Guest, nunca foi lançado aqui no Brasil, mesmo tendo sido realizado em 2004, fato que acontece, infelizmente, com boa frequência.
É uma pena porque é um filme, no mínimo, interessante por ser uma história de suspense que prende a atenção, ao mesmo tempo que procura confundir o espectador e não dar respostas fáceis. Essa confusão é boa porque o obriga a acompanhar os detalhes ao máximo e ainda poderá gerar diferentes interpretações no final. Confesso que entendi melhor o filme pensando e discutindo depois...
A história nos conta sobre um arquiteto, chamado Félix, que vive em uma casa enorme com sua namorada, noiva ou esposa, até que resolvem se separar. Morando sozinho nessa mansão, alguns acontecimentos estranhos começam a acontecer, principalmente, após deixar um estranho entrar em sua casa para usar seu telefone em uma emergência. Ao deixá-lo sozinho na sala, para fazer a ligação que precisa, o estranho some dentro da casa de Félix. O que acontece é que, com o passar dos dias, ele começa a se convencer de que o estranho está morando em sua própria casa, escondido em alguma parte dela. Paranóia ou não, a cada dia, seu medo e pânico aumentam, a medida em que ouve barulhos estranhos que o convencem de que o tal estranho está mesmo morando em sua casa.
Filme realmente interessante, porém, confuso, que não traz simples explicações e sim, possíveis interpretações para cada um que o assistir. Isso, pra mim, já valeria a procura pelo filme, principalmente por pensar, ao final, de que essas explicações estão, aparentemente, no filme... escrevo aparentemente porque, mesmo gerando discussões, a história pode trazer mais perguntas do que respostas.
No geral, é um suspense acima da média que vai ficar na sua cabeça até algumas fichas começarem a cair. Recomendo!
http://www.imdb.com/title/tt0436374
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